Divulgando Shakespeare e sua obra das mais diversas maneiras, desde 2010.

O Festival

O Cena IV Shakespeare Cia em parceria com o Instituto Shakespeare Brasil e a Irmãos Marin Produções, promove o “Encontros com Shakespeare” desde o ano de 2010, na edição de 2026 o festival muda seu nome tornando-se “Festival Shakespeare nas Montanhas, mantendo a proposta de divulgar a obra de William Shakespeare dentro do projeto “Um olhar brasileiro para Shakespeare”.

Sob a coordenação do Prof. Dr. Ronaldo Marin, o projeto, visa divulgar a arte e a cultura de maneira gratuita e descentralizada, abrindo um amplo leque de ações que fomentam a cultura. Mostrando que William Shakespeare é um autor atual e popular, e que suas obras são compreensíveis, divertidas e tratam do humano e da sociedade de maneira única.

Histórico

Durante as diversas edições já realizadas do Festival — cuja primeira edição ocorreu em 2010 — o público pôde prestigiar montagens modernas, inovadoras e profundamente conectadas com a cultura brasileira das obras de William Shakespeare. Entre elas destacam-se a versão sertaneja de “A Megera Domada”, a adaptação urbana de “O Mercador de Veneza” com rappers e a montagem contemporânea de “Romeu e Julieta”, além de “Noite de Reis” em uma estética focada em elementos da cultura nacional, como Folia de Reis e músicas de conhecimento público e do cenário brega-brasileiro.

Essas produções integram a iniciativa “Um Olhar Brasileiro para Shakespeare”, realizada em parceria com o Instituto Shakespeare Brasil, que busca aproximar a obra do dramaturgo da realidade vivida pelo público brasileiro. As montagens incorporam elementos característicos de nossa cultura, como a vivência no interior do país, trilhas sonoras populares, referências à cultura urbana, dança de rua e manifestações musicais regionais. Esse diálogo entre Shakespeare e o Brasil tem se mostrado um importante instrumento de formação de plateia, tornando o repertório do autor acessível, contemporâneo e relevante para diferentes gerações.

Um exemplo deste trabalho, é a música “Baião do Bardo” que compõe a trilha do espetáculo “O Mundo é um Palco” e na XV edição do Festival ganhou um videoclipe:

Ao longo de suas edições, o Festival consolidou-se como um dos mais importantes eventos dedicados ao autor na América Latina, oferecendo não apenas apresentações teatrais, mas um amplo ambiente artístico e cultural baseado em sua obra. Já foram realizdas exposições sobre a vida e a obra do dramaturgo, mostras de artes plásticas, murais urbanos com intervenções de graffiti — incluindo o maior mural de Shakespeare do mundo (2016) — além de palestras, workshops, oficinas, mostras musicais, produções audiovisuais, exibição de filmes e apresentações de companhias convidadas. O evento também promoveu lives internacionais com a presença de grandes produtores e pesquisadores da área como Bem Crystal e intercâmbios culturais e parcerias com instituições como a University of the West of Scotland (UWS).

Mesmo com suas ações principais partindo da cidade de São João da Boa Vista, o projeto expandiu suas atividades ao longo dos anos, alcançando outras centros e ampliando seu impacto cultural. Um exemplo foi a edição de 2015, quando o evento integrou as atividades de lançamento do livro “Shakespeare 450 Anos”, do Instituto Shakespeare Brasil, com circulação pelas cidades de Campos do Jordão, São Paulo e Andradas-MG e a edição de 2026 que contará com apresentação no teatro “Sérgio Cardoso”, fortalecendo o alcance nacional da iniciativa.

Durante o período de restrições provocadas pela pandemia de Covid-19, a 11ª edição do evento, em 2020, e a 12ª edição, em 2021, foram realizadas integralmente em formato digital, por meio de lives, transmissões online e conteúdos audiovisuais produzidos especialmente para o público, mantendo ativa a proposta de difusão cultural e formação artística mesmo em um momento de grande adversidade.
Com a retomada das atividades presenciais em 2022, o festival voltou aos palcos com a estreia da montagem de “Noite de Reis”, reafirmando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura, a formação de plateia e a valorização da arte como ferramenta de educação, reflexão e transformação social.

Ao longo de mais de uma década de atividades, o Festival Shakespeare tem impactado milhares de pessoas, consolidando-se como um importante polo de difusão cultural, promovendo a integração entre a dramaturgia clássica e a cultura brasileira, incentivando o pensamento crítico e ampliando o acesso da população às artes.

Ações já realizadas

  • Produção de peças inéditas como a primeira montagem de “Henrique V” no Brasil (2017).
  • Exposições sobre a Vida e Obra do Bardo de Avon.
  • Exposições de artes plásticas.
  • Produção de curta-metragens.
  • Criação e desenvolvimento de murais externos – graffiti e street art. (incluindo o maior mural de Shakespeare do mundo).
  • Produções e apresentações de peças do autor do repertório da companhia.
  • Adaptação, produção e apresentações de peças inéditas.
  • Apresentação do espetáculo “O Mundo é um Palco” sobre a Vida e Obra do autor.
  • Apresentações de companhias convidadas.
  • Lives Internacionais.
  • Lançamento de músicas e videoclipes.
  • Parcerias com a University of the West of Scotland (UWS).
  • Palestras.
  • Workshops e Oficinas.
  • Mostra de vídeos e filmes.
  • Produção de vídeos sobre o tema (documentários, informativos e de cenas da obra – projeto Will Shakespeare).
  • Mostras musicais.
  • Mostras de artes-plásticas (de artistas convidados, que retratem a obra e atividades em escolas).
  • Ações em bairros e praças.
  • Ocupação de espaços não convencionais – mostras de teatro de rua.
  • Apresentações de adaptações da Obra para o público infantil.
  • Exposição em ruas da cidade de frases de uso popular que surgiram na obra.

Músicos

A dupla que transforma a trilha da peça em um verdadeiro show romântico brega. Com canções exageradas e -claro – cheias de emoção, comentam a história com música. Como bons cronistas, ajudam a guiar o público pelo caos amoroso da história.

Criados e Dançarinos

Com lealdade e discrição – menos os dançarinos – são personagens que aparecem nos momentos decisivos da história. Eles orientam as localizações, arrumam tudo, ajudam a resolver as confusões, prender quem precisa ser preso, estão presentes nos momentos de suspiros de amor, também estão lá para confirmar os casamentos inesperados -?? – e claro, dançam e dão ritmo a nossa história.

Capitão

É o marinheiro que ajuda Viola logo após o naufrágio. É ele quem a auxilia a iniciar sua nova identidade. Sem imaginar, acaba dando início a toda a cadeia de confusões da história.

Fabian

Criado da casa de Olivia e cúmplice das travessuras de Sir Toby e Maria. Participa com entusiasmo da grande armação contra Malvólio. Está sempre ali para ajudar quando a situação pede um pouco de confusão.

Feste

O bobo – ou a boba – da casa de Olívia, cantor, filósofo e especialista em dizer verdades disfarçadas de piada. Circula entre todos os personagens observando suas loucuras e falhas. Com suas ironias, parece sempre entender mais da vida do que todo mundo.

Antônio

Capitão do mar que salva Sebastian após o naufrágio. Corajoso e profundamente leal, acompanha o jovem mesmo correndo riscos. Sua amizade -??- sincera adiciona emoção em meio às confusões da comédia.

Maria

Criada de Olívia e uma das mentes mais afiadas da casa – gigante em inteligência e malícia. É ela quem cria o plano da carta falsa que leva Malvólio a se comportar de forma patética.

Andrew Aguecheek

Cavaleiro rico, desajeitado e facilmente influenciável. Acredita que é um grande conquistador e que tem boas chances com Olivia — mesmo quando tudo indica o contrário. Sua ingenuidade garante algumas das situações absurdas.

Toby Belch

Tio de Olívia e grande defensor da diversão sem limites. Vive bebendo, festejando e transformando a casa da sobrinha em um verdadeiro carnaval. É também um dos principais responsáveis pelas confusões que movimentam a história.

Malvólio

Mordomo de Olivia, rígido e absolutamente convencido de sua própria importância – o que falta é deixar isso claro para sua senhora. Detesta as festas, a música ou qualquer sinal que altere a organização da casa. Justamente por isso, o leva para ser o alvo perfeito para uma armadilha cômica.

Olívia

Condessa elegante que, desde a morte do irmão, jurou viver em luto e não se apaixonar por ninguém. Claro que esse plano dura pouco quando ela conhece um misterioso mensageiro. Determinada e intensa, mergulha sem medo nesta busca amorosa – e confusa.

Duque Orsino

Governante da ilha e representante absoluto do drama romântico. Vive suspirando por Olívia, embalado por músicas apaixonadas e declarações exageradas. Ama tanto o amor – e a ele mesmo – que às vezes parece mais apaixonado pela ideia de sofrer do que pela própria pessoa.

Sebastian e Viola

Irmãos gêmeos – ou muito parecidos – separados por um naufrágio, isso já dá uma boa pista de que vem confusão. Viola se disfarça de homem, assumindo o nome de Cesário, e acaba trabalhando para o Duque Orsino. Quando Sebastian aparece, as identidades se embaralham de vez.